Lágrimas. Muitas lágrimas e muita admiração. Para quem não sabe, as Sufragistas foram um grupo de mulheres britânicas que se juntaram para lutar pelo direito ao voto, nos inícios do século XX. Nessa altura, as mulheres começavam a trabalhar demasiado cedo, excessivas horas, e ganhavam muito menos que os homens, e não tinham direito ao voto, nem as suas vozes eram ouvidas. Esta história verídica inspirou este filme que é magnífico, que revela uma força imensa que essas mulheres tiveram e que, de certa forma, permitiram que o mundo de hoje seja mais justo para as mulheres.
O filme deixou-me com muita força, porque apesar de viver num país em que os direitos são iguais para ambos os géneros, ainda há desigualdades e ainda há países em que as mulheres ainda não tem uma voz. Espero que este filme inspire muitas pessoas e que abra a cabeça àqueles que consideram que os homens são superiores às mulheres (o que é simplesmente ridículo). A desculpa da mulher ser mais emocional, de ter mudanças de humor ou ser "mais complicada", são desculpas mesmo esfarrapadas e que caem no ridículo! A mulher é tão forte e racional como um homem. Somos seres humanos, somos todos iguais. Que sejamos todos sufragistas, e feministas. Continuemos esta luta por um mundo igual e pacífico.
domingo, 31 de janeiro de 2016
sábado, 30 de janeiro de 2016
Vamos ter um filho?
-Maria, já pensaste em termos um filho?
-Um filho, Tó? Estás doido?
-Porque não? Ambos trabalhamos, temos uma casa. Gostava muito que tivéssemos um filho, Maria, a sério.
-Vamos demorar 40 anos a pagar a casa. Eu ganho 800 euros por mês e tu 750. Não temos dinheiro para sustentar uma criança. E eu tenho vinte e sete anos, não quero já um filho, Tenho tanta coisa para fazer ainda.
-E não o podes fazer com uma criança?
-Tó, eu não quero. Pensa bem, dormir duas horas por dia, ouvi-lo a chorar constantemente, comprar brinquedos, que são um balúrdio! Não, não, não. Não estou preparada.
-Não estar preparada é diferente, Maria. Eu não me importo de acordar às 4 da manhã para o ir embalar porque o vou amar incondicionalmente. Como te amo a ti. Maria, seria o nosso fruto, o fruto do nosso amor.
-Isso é tudo muito bonito, António, mas é um fruto que dá muito trabalho. Já pensaste no que é criar um ser humano? É um novo universo na nossa casa.
-Mas é um universo que é a mistura dos nossos universos. Eras tu e eu, fundidos num só. Oh Maria, é tão bonito, por favor. Quero ter um filho teu, e meu,
-Tó, eu amo-te, sabes disso, mas eu não estou preparada para ter um bebé a sair dentro de mim, e ter de cuidar conta dele se nem de mim sem cuidar! E, além, disso, já pensaste no resto? Vamos ter dinheiro para lhe pagar a faculdade? E dinheiro para o dentista? Se ele precisar de aparelho onde vamos arranjar milhares para isso?! E se ele for gay? Vais aceitá-lo? Ou -la! E se quiser ser pintor? Vais aceitar essa profissão? Temos de pensar nisso tudo. Ter um filho não é tão poético como parece.
-Claro que é! Oh, Maria, quero lá saber se ele é gay! Fazemos outro para nos dar netos. Eu vendo os meus quadros para lhe pagar o aparelho. Se for pintor, vou amá-lo ainda mais, porque terá a coragem que eu nunca tive. Oh, Maria, amor, por favor. Ele seria tão lindo!
-Querias lá saber querias! Se ele aparecesse com um rapaz pela mão ficavas na boa? Sim, 'tou mesmo a ver Tó! Temos de ser realistas.
-Claro que ficava! Se ele for feliz, quero lá saber quem ele come! Fico triste por não me dar netos, mas olha!
-Ah ah ah, oh António! Pareces outro. Dá cá um beijo e cala-te. Quando tivermos trinta anos fazemos um filho tá bem?
-Já somos demasiado velhos aí, Maria.
-Não quero abdicar da minha juventude que me resta! Vá vá, já chega desta conversa.
-Fico muito triste com esse pensamento, mas se não estás pronta, olha, vou continuar a sonhar e a imaginá-lo com os teus olhos, o meu nariz, com o teu feitio, com o meu sentido de humor, com o teu andar, com os teus gestos, a pintar um quadro com os meus traços, a tocar piano com os teus dedos, e a sorrir como a minha mãe.
-Um filho, Tó? Estás doido?
-Porque não? Ambos trabalhamos, temos uma casa. Gostava muito que tivéssemos um filho, Maria, a sério.
-Vamos demorar 40 anos a pagar a casa. Eu ganho 800 euros por mês e tu 750. Não temos dinheiro para sustentar uma criança. E eu tenho vinte e sete anos, não quero já um filho, Tenho tanta coisa para fazer ainda.
-E não o podes fazer com uma criança?
-Tó, eu não quero. Pensa bem, dormir duas horas por dia, ouvi-lo a chorar constantemente, comprar brinquedos, que são um balúrdio! Não, não, não. Não estou preparada.
-Não estar preparada é diferente, Maria. Eu não me importo de acordar às 4 da manhã para o ir embalar porque o vou amar incondicionalmente. Como te amo a ti. Maria, seria o nosso fruto, o fruto do nosso amor.
-Isso é tudo muito bonito, António, mas é um fruto que dá muito trabalho. Já pensaste no que é criar um ser humano? É um novo universo na nossa casa.
-Mas é um universo que é a mistura dos nossos universos. Eras tu e eu, fundidos num só. Oh Maria, é tão bonito, por favor. Quero ter um filho teu, e meu,
-Tó, eu amo-te, sabes disso, mas eu não estou preparada para ter um bebé a sair dentro de mim, e ter de cuidar conta dele se nem de mim sem cuidar! E, além, disso, já pensaste no resto? Vamos ter dinheiro para lhe pagar a faculdade? E dinheiro para o dentista? Se ele precisar de aparelho onde vamos arranjar milhares para isso?! E se ele for gay? Vais aceitá-lo? Ou -la! E se quiser ser pintor? Vais aceitar essa profissão? Temos de pensar nisso tudo. Ter um filho não é tão poético como parece.
-Claro que é! Oh, Maria, quero lá saber se ele é gay! Fazemos outro para nos dar netos. Eu vendo os meus quadros para lhe pagar o aparelho. Se for pintor, vou amá-lo ainda mais, porque terá a coragem que eu nunca tive. Oh, Maria, amor, por favor. Ele seria tão lindo!
-Querias lá saber querias! Se ele aparecesse com um rapaz pela mão ficavas na boa? Sim, 'tou mesmo a ver Tó! Temos de ser realistas.
-Claro que ficava! Se ele for feliz, quero lá saber quem ele come! Fico triste por não me dar netos, mas olha!
-Ah ah ah, oh António! Pareces outro. Dá cá um beijo e cala-te. Quando tivermos trinta anos fazemos um filho tá bem?
-Já somos demasiado velhos aí, Maria.
-Não quero abdicar da minha juventude que me resta! Vá vá, já chega desta conversa.
-Fico muito triste com esse pensamento, mas se não estás pronta, olha, vou continuar a sonhar e a imaginá-lo com os teus olhos, o meu nariz, com o teu feitio, com o meu sentido de humor, com o teu andar, com os teus gestos, a pintar um quadro com os meus traços, a tocar piano com os teus dedos, e a sorrir como a minha mãe.
Ilustração Espontânea
Tenho muita dificuldade em desenhar rostos a olhar para cima. A perspetiva do rosto muda muito e atrofia a minha mão, esta não faz o que o meu cérebro quer e vê. Portanto, hoje decidi praticar . E como não me estava a apetecer demorar duas horas a desenhar (problema da grafite e de gostar de desenhos pormenorizados) decidi pegar na caneta de tinta da china e fazer uma pequena ilustração. E como estava a ouvir Pink Floyd, porque não uma legenda?
Montagens péssimas
Quando me encontro sem nada para fazer e agarro numas fotografias que tenho para aqui e vou brincar para o Photoshop: eis um resultado desses acontecimentos provenientes do meu aborrecimento. Espero que consigam lhe dar um título, porque eu não, pois acho que até ficou uma montagem interessante e com várias análises possíveis.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Respirar o Campo
Neste post seguem-se umas fotografias que tirei quando fui ao Alentejo, na Páscoa de 2015, onde tive o prazer de ver o mais bonito pôr-de-sol que já presenciei, acompanhado por um reflexo magnífico na barragem do Alqueva. Selecionei estas de umas duzentas que tirei. Espero que o adorem como eu (eu mais porque o presenciei).
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