segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Estranhamente tenho sentido uma alegria inexplicável, sinto-me incapaz de sentir aquela tristeza que tanto me faz sentir eu mesma, que me faz viajar pelo complexo da mente. Ou sinto apenas indiferença? Bem, se calhar continuo a mesma confusão de sempre, mas encontro-me num estado diferente, que não consigo descrever. Falta-me qualquer coisa, preciso de sentir aquela tristeza saudável! É apenas momentâneo, penso eu. Se calhar porque não tenho estado sozinha o suficiente.
Essa necessidade tem-me sido tirada, será isso? É na solidão que me encontro, que me conheço. Portanto, agora deixem-me.
Preciso de entristecer.


(apenas umas coisas escritas espontaneamente, para variar)

Fotografia: Queima-me










quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Fotografia: Pré Sol Posto


Só mais um magnífico pôr-do-sol, e uma criança feliz na sua simplicidade.








se os grãos de areia
que o vento traz,
que me cercam os olhos,
me cegassem as mágoas,
talvez eu conseguisse
-apenas por um instante-
saborear uma leve alegria.







terça-feira, 16 de agosto de 2016

"Sad is happy for deep people"

Estava, à uns dias, a passear a beira mar com o sol a pôr-se, acompanhada por uma pessoa que me é muito querida e conversavamos sobre a tristeza e como esta é tão ampla no seu conceito, e essa pessoa citou "Sad is happy for deep people". Fiquei em silêncio durante uns minutos a reter a frase e refleti muito sobre esta.
De facto, o que é a tristeza? É tão abstrata! Mas, falando de uma tristeza leve, esta torna-se numa estranha forma de alegria. Como hei-de me expressar claramente! Por exemplo, ver um filme, um filme que nos faz sentir melancólicos ou qualquer outro adjetivo que simplifica a tristeza, fico estática. Estática nos meus pensamentos, sentimentos, emoções...acho que a tristeza me desperta algo dentro de mim, faz-me sentir! Acho que é nela que encontro a beleza do mundo, do ser, que me acalma, que me faz parar a rotina, a realidade ingénua, e viajo pelos pensamentos e sonho. Sentir tristeza é sentir, é uma estranha forma de viver talvez. Uma forma de acordar o nosso verdadeiro eu. Não sei, já estou a divagar, mas acho que já esclareci o meu ponto de vista, pelo menos, assim espero.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

às vezes,
pareço que estou num filme.
como hei-de explicar esta coisa estranha, não é.
a alma abandona o corpo, como se morresse,
se é que a alma não morre com o corpo,
e me observasse de longe,
como se estivesse a ver um filme,
ou a ler um livro,
e sou uma personagem,
mas uma personagem interessante,
tipo Amélie, ou Lisbeth,
é como se tentasse fugir,
involuntariamente, a esta realidade,
de ser eu.
não sei,
mas gosto de sentir isto,
isto de sentir leveza,
calma.
Como se voasse,
transparente,
livre.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Fotografia: Silêncio

Partilho aqui um conjunto de fotografias escolhidas de várias tiradas ao mais belo pôr-de-sol que já presenciei nesta curta vida a minha. Espero que vos agrade, mas claro, não transmite os sentimentos deste belo momento, em que o céu encheu-se de cores e refletiu-se nesta lagoa tão calma, não consigo expressar a beleza por palavras, mas as fotografias existem para quando as palavras não chegam.